O climatério, comumente chamado de menopausa, é um momento de transição natural na vida das mulheres, marcado por mudanças hormonais significativas. Um dos tratamentos mais discutidos para amenizar os sintomas dessa fase é a reposição hormonal (TRH).
Ela tem como objetivo restaurar os níveis de hormônios, como o estrogênio, que caem drasticamente durante a menopausa.
No entanto, muitas mulheres ainda têm muitas dúvidas e medos devido a desinformação propagada sobre o que é a terapia, os riscos e os benefícios a longo prazo.
Neste artigo, vamos explorar as principais questões sobre a reposição hormonal na menopausa, com base em estudos científicos para que você tenha segurança em começar essa terapia.
O que é a terapia de reposição hormonal?
A terapia de reposição hormonal (TRH) é um tratamento que utiliza hormônios sintéticos, como estrogênio e progesterona, para aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor, secura vaginal e perda óssea.
Vias de reposição:
- Oral: são consumidos em formato de pílulas, como se fosse um anticoncepcional;
- Transdérmica: são aplicadas pela pele, pode ser em gel ou adesiva.
Entenda com maior profundidade sobre o assunto no vídeo da Dra. Júlia Azevedo.
O que é a reposição hormonal bioidêntica ou isomolecular?
A reposição hormonal bioidêntica, também conhecida como isomolecular, utiliza hormônios que têm uma estrutura molecular idêntica à dos hormônios produzidos naturalmente pelo corpo, o estradiol.
Esse é um termo midiático e não um termo médico. A terapia é considerada “bioidêntica” quando utiliza o Estradiol e a progesterona, não necessariamente com fórmula manipuladas e “individuais” como algumas pessoas propagam.
Outro ponto a ser levantando é sobre como a mídia manipula a reposição, fazendo uma mulher acreditar que formular um medicamente exclusivo para ela é mais seguro do que as opções que estão no mercado. E esse é o momento de muita atenção: não há estudos em cima de um medicamento “personalizado”, porque não tem como saber o que está sendo manipulado naquela terapia.
Por isso, siga as recomendações do seu ginecologista sempre!!!
Qual é a melhor reposição hormonal na menopausa?
Não existe uma “melhor” reposição hormonal que seja universalmente recomendada para todas as mulheres. O tratamento deve ser individualizado, levando em consideração o histórico de saúde da paciente, os sintomas específicos e os riscos envolvidos.
Lembre-se, individualizado não “personalizado”.
De modo geral, existem duas opções principais:
1. Terapia apenas com estrogênio: indicada para mulheres que passaram por histerectomia (remoção do útero).
2. Terapia combinada (estrogênio e progesterona): usada em mulheres com útero intacto, para reduzir o risco de câncer endometrial, o que o uso isolado de estrogênio pode aumentar.
O que pode acontecer se não fizer reposição hormonal?
A reposição hormonal não é obrigatória, e muitas mulheres optam por não a realizar. No entanto, a ausência de TRH pode significar a persistência ou o agravamento dos sintomas da menopausa, como:
– Ondas de calor e suores noturnos;
– Secura vaginal, o que pode causar dor durante as relações sexuais;
– Perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas;
– Mudanças de humor e insônia.
Por outro lado, nem todas as mulheres apresentam sintomas graves, e algumas podem preferir gerenciar os sintomas com opções alternativas, como mudanças na dieta, exercícios físicos ou medicamentos não hormonais.
Há riscos na reposição hormonal?
Muito se fala que a TRH pode causar câncer de mama e doenças cardiovasculares, e isso acaba deixando as mulheres muito apreensivas na hora de escolher fazer a terapia. Eu quero que você entenda isso aqui: a Terapia de Reposição Hormonal é muito segura para aquelas que têm a recomendação de fazê-la.
Essa indicação será adequada dado o seu caso, histórico de doenças e estilo de vida. Além disso, recorrendo a medicamentos que são aprovados e cientificamente comprovados quanto à sua eficácia, não há nenhum risco à saúde da mulher.
Para as mulheres mais atléticas: repor o estrogênio é a solução para a perda de massa magra?
A perda de massa magra é uma preocupação comum na menopausa, e o estrogênio desempenha um papel importante na manutenção da musculatura e do metabolismo. Embora a reposição de estrogênio possa ajudar a minimizar essa perda, ela não é a única solução.
O tratamento hormonal deve ser complementado com exercícios físicos regulares, especialmente treinos de resistência, além de uma dieta rica em proteínas e nutrientes.
A reposição hormonal iniciada na perimenopausa ou nos primeiros 10 anos após a menopausa, apresenta menores riscos associados e uma segurança maior à vida dessa mulher.
A reposição hormonal na menopausa é uma escolha pessoal e deve ser avaliada cuidadosamente. Cada mulher deve discutir suas opções com seu médico, considerando os benefícios e os riscos envolvidos.
Embora a TRH possa oferecer alívio significativo dos sintomas da menopausa, ela não é isenta de riscos, e o acompanhamento médico regular é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.
Conheça a Dra. Júlia Azevedo
A Dra. Júlia Azevedo é ginecologista e obstetra, com vasta experiência em climatério, menopausa e uroginecologia, formada pela UFRGS.
Com especializações em saúde feminina, ginecologia esportiva e estética íntima, ela oferece cuidados completos e personalizados para mulheres em todas as fases da vida. Seu foco está em proporcionar tratamentos modernos e eficazes, sempre com um atendimento acolhedor e humanizado.
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