É possível ter intolerância à progesterona? Essa é uma pergunta muito comum no consultório e hoje vamos sanar todas dúvidas sobre o assunto!
Muitas mulheres enfrentam dificuldades com a progesterona durante tratamentos hormonais na menopausa. Essa intolerância pode causar sintomas como inchaço, irritabilidade, insônia, depressão e até sensibilidade mamária.
A boa notícia é que há alternativas e ajustes que podem ser feitos para melhorar a tolerância e proporcionar mais conforto.
Por que a progesterona é importante?
A progesterona tem um papel essencial na proteção do endométrio, prevenindo o crescimento exagerado desse tecido que pode levar a complicações. Portanto, mesmo em casos de intolerância, é importante buscar opções que equilibrem eficácia e bem-estar.
Quais são as causas da intolerância à progesterona?
A intolerância à progesterona pode ser desencadeada por vários fatores.
- Desequilíbrio hormonal
Um dos principais é o desequilíbrio hormonal, comum na perimenopausa e menopausa, quando os níveis de progesterona e estrogênio variam bastante.
- Fatores genéticos ou condições como endometriose/SOP
Algumas mulheres podem ter uma sensibilidade maior ao hormônio devido a fatores genéticos ou condições pré-existentes, como endometriose ou síndrome do ovário policístico (SOP).
- Dosagem de progesterona incompatível com a necessidade da paciente
Outro fator que contribui para a intolerância é a forma e dosagem da medicação utilizada no tratamento. A progesterona sintética pode causar mais reações adversas do que a versão bioidêntica, que é mais compatível com o corpo.
- Fatores imunológicos
Por fim, fatores imunológicos também podem desempenhar um papel, já que o sistema imunológico pode reagir de forma exacerbada a hormônios exógenos.
Quais são as alternativas para quem tem intolerância?
Progesterona bioidêntica: essa versão, mais semelhante à progesterona natural produzida pelo organismo, é geralmente melhor aceita e tem menos efeitos colaterais.
Vias de administração diferentes
Transdérmicas (geis e adesivos): são absorvidas pela pele, evitando picos hormonais no sangue que podem causar sintomas adversos.
Intravaginal: a aplicação direta no local reduz os efeitos sistêmicos.
DIU com levonorgestrel: esse dispositivo libera doses muito baixas de progesterona diretamente no útero, minimizando os sintomas gerais e protegendo o endométrio.
Redução da dosagem: às vezes, diminuir a dose da progesterona pode aliviar os sintomas enquanto mantém seus benefícios.
Tratamentos não hormonais: em casos graves, terapias alternativas, como medicamentos para controle dos sintomas da menopausa, podem ser indicadas.
Como escolher a melhor abordagem?
O acompanhamento médico é fundamental para avaliar seus sintomas, necessidades e preferências. Cada mulher é única, e o tratamento deve ser personalizado para garantir a qualidade de vida durante a menopausa.
Para um panorama mais detalhado sobre intolerância à progesterona e tratamentos possíveis, confira o vídeo completo da Dra. Júlia Azevedo.
Conheça a Dra. Júlia Azevedo
A Dra. Júlia Azevedo é ginecologista e obstetra, com vasta experiência em climatério, menopausa e uroginecologia, formada pela UFRGS.
Com especializações em saúde feminina, ginecologia esportiva e estética íntima, ela oferece cuidados completos e personalizados para mulheres em todas as fases da vida. Seu foco está em proporcionar tratamentos modernos e eficazes, sempre com um atendimento acolhedor e humanizado.
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